É no silêncio que o pensamento faz barulho. Quando tudo fica calmo e o escuro parece não ser apenas uma opção é que a vida conversa com a alma. Tenho prestado mais atenção nos ruídos da quietude. Talvez esteja gostando de ficar a sós comigo mesmo. Teve um tempo em que demorava para ficar feliz estando só. Era como se não entendesse o que eu era. Um conflito adolescente em plena idade adulta. A música está disciplinando as minhas ansiedades. Hoje tenho a convicção que vivo para a música. Mas, a música não é fiel. É de todos e não pertence a nenhum.Consegue me fazer feliz por meses e depois, desaparece. Não chega a sumir totalmente, mas não liga, não é dada a e-mails e muito menos a declarações de amor. É seca e suave como uma pena ao vento. Vejo homens sofrendo por ela, algumas mulheres a trazem na ponta dos dedos e nas pontas dos cascos. Consigo enxergá-la tirando-me da cama para um tango confuso.Não sou o melhor dançarino. Porém, consigo satisfazer os meus desejos nela e a deixo procurar alguma coisa que a agrade em mim. Uma troca. Uma dança. Quem leva quem?
Dia 09 estarei apresentando "O Velhos dos Cabelos de Mola" em São Jerônimo, pertinho de Porto Alegre. Vai ser divertido! Estou com a história quase na ponta da língua. Acho ótimo mostrar a literatura e a música para as escolas. E lá vou eu...levar as canções para mais um baile. Calma gente! Eu só participo das matinês.
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