Translate

Mostrando postagens com marcador oficinas lúdicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador oficinas lúdicas. Mostrar todas as postagens

domingo, maio 08, 2011

Sobre carinho que recebo das pessoas



Oba! Tenho recebido e-mails muito carinhosos de professores e colegas. Acho genial receber amor! No meio de tanta guerra e gente matando gente por matar gente, sei lá. Guerra justificando guerra! O trabalho que realizamos é para dar amor, mas o incrível é que recebemos mais e mais coisas boas, a medida que os shows vão acontecendo.  Ainda não estamos tocando como achamos que merecemos, com a frequência que almejamos. Sempre que recebo recados por e-mail, vejo que avançamos algumas casas. No meio de trilhões de informações que estão na Web, estas pessoas que me enviaram seus sentimentos preferiram, pelo menos por alguns instantes, a canção infantil. Curioso! Os adultos estão precisando brincar, inventar, cantar, dançar... A vida é chata sem arte! Por isso, arregacem as mangas, brinquem de ciranda e cantem ao luar! A vida é uma enorme roda gigante, dando um milhão de voltas, ela tá sempre começando...

                          FéePé!

quarta-feira, abril 27, 2011

Zuando Som no Rio de Janeiro




Estamos de volta ao pago! Fizemos dois shows e uma gravação para a TV Brasil durante os três dias que ficamos no RJ. Foi divertidíssimo! Tocamos na escola infantil que recebe apoio do Circo Voador chamada Brincar e Aprender, depois gravamos o programa ABZ do Ziraldo e no mesmo dia tocamos no Nós do Morro no Vidigal. Na escola, não conseguimos organizar o som da maneira que queríamos, mas foi divertido. As crianças cantaram e interagiram bastante com as canções. No Ziraldo, foi incrível ver as crianças que estavam presentes cantando, a plenos pulmões, a Batata Muito Doida. Ainda não sabemos a data que o programa vai ao ar. No Nós do Morro também foi interessante. Foram poucas as crianças presentes, mas os adultos brincaram de roda e  cantaram com a gente. Para nós, foi uma grande alegria poder conhecer de perto o trabalho de todos que fazem parte deste importante e reconhecido espaço cultural tão ativo e presente na vida de todos daquela comunidade.

                                                                                      Foto no estúdio da TV Brasil












Agora seguimos os trabalhos por aqui. O Rodrigo Sadol, está finalizando o nosso material gráfico, vamos gravar em maio o Histórias Cantadas da Infância dos Mestres Griôs, depois O Velho dos Cabelos de Mola pela WS Editora, shows, oficinas lúdicas... A vida segue!

Para ver as fotos das nossas andanças por aí:

https://picasaweb.google.com/historiascantadasmg

                                                                  FéePé!























sexta-feira, abril 08, 2011

Os shows em Igrejinha


Fomos bem! Divertido a beça! Dia 07 de abril foi o dia que levantamos mais cedo para tocar. O despertador tocou às 04:00hs da madrugada. Chegamos em Igrejinha às 7:15hs para uma entrevista na rádio Amizade. Na rádio, nos encontramos com o Joelson, grande articulador cultural da região. Depois fomos até o lugar onde é realizada a Oktoberfest. Um enorme espaço onde as crianças foram reunidas para a nossa apresentação. O show foi realizado com várias canções que fiz para os Mestres Griôs e financiado pelo MinC. Um pouco depois das 09:30hs as crianças começaram a chegar. Curiosas, disponíveis e carinhosas, pediram autógrafos depois da apresentação. 
Mais tarde, recebemos alunos do magistério para uma conversa musicada e muito animada sobre os Mestres Griôs no espaço da Fundação Cultural e Biblioteca Museu. Falamos sobre o corporativismo na infância, o processo da composição e debatemos sobre a canção infantil. Foi um dia longo, mas feliz!
Sexta feira que vem (15 de abril) vamos ao Rio de Janeiro e a tarde deste mesmo dia tocamos no Circo Voador, numa escola para crianças que existe lá. Sábado gravamos o programa do Ziraldo. Estamos na estrada! Claro que é bom! Ficamos felizes e agradecidos com o carinho das crianças e dos adultos.
Obrigado a todos que torcem pela gente!





Luizinho (baixo) Rodrigo Prates e Rodrigo Sadol
           
                                                         Fé e Pé!




sábado, abril 02, 2011

O Histórias Cantadas (ZS) na estrada



Ontem cheguei de Taquara . Estávamos cumprindo as agendas do prêmio que ganhamos do MinC . Nesta quinta feira passada, fomos até o Ponto de Cultura "Ventre Livre" em Porto Alegre para uma apresentação das canções que fiz para os Griôs. Foram poucas as crianças presentes no evento. O público, em sua grande maioria, era de adultos. Foi interessante, alguns estavam curiosos, outros cantavam empolgados ao ver o Luizinho tocando baixo e o Rodrigo Sadol com seu piano elétrico, Bombo Leguero e pandeiro com os pés . Saímos deste show  correndo para irmos à Taquara. Lá, fomos recepcionados pelo músico e articulador cultural da região Renato Velho. Depois, fomos até a  Associação dos Amigos do Livro do Roberto Carlos, que é a pessoa responsável por uma biblioteca que segundo os moradores do bairro, já foi a sua casa. Betão como é chamado carinhosamente na comunidade, conta com muito orgulho que o local foi reconhecido com o Prêmio Fato Literário. Ficamos algum tempo escutando as histórias de um homem dedicado a perceber a cultura local como fator decisivo para o desenvolvimento da sociedade.
 Sexta feira de manhã cedinho, fizemos uma entrevista na rádio  para falarmos sobre o  "Histórias Cantadas" e mostramos três canções.        (http://www.jornalpanorama.com.br/?p=31000) Neste mesmo dia a tarde tocamos no CIEP. Os shows foram mágicos! As crianças mostraram alegria e todos nós ficamos emocionados com o carinho que recebemos. Em breve as fotos e os vídeos estarão disponíveis.
                                              Obrigado a todos!


                                                    Fé e Pé!

terça-feira, março 29, 2011

A importância da memória

Hoje passei algum tempo conversando com a minha mãe. Ela falou exclusivamente da minha infância, o que eu fazia, como me vestia, no que me dava bem, no que me dava mal, quantas namoradas eu tive na escola... Nossa! Parecia um "HD"  cheio de informações a meu respeito. Fatos da minha própria vida, que sem Ela, eu jamais saberia. Assim que fiz este raciocínio lembrei dos Griôs. A importância de mantermos a história viva também através da oralidade em pleno 2011, com internet, livros virtuais, namoros virtuais, comidas e vitaminas artificiais e por aí a fora, continua sendo de extrema relevância. Quando escuto um Mestre Griô contar sua trajetória, imagino que por trás daquelas histórias, estão pessoas. Pra mim, o mais interessante nas pessoas são as suas histórias. Você lembra da sua vida desde quando? Não conseguimos lembrar de tudo! Quando percebemos já estamos adultos e com o passar dos anos, temos que aprender a lidar com a vida e com o seu senso de humor. Os Mestres Griôs são hábeis na arte de entender a bipolaridade da vida. Tenho a impressão que toda mãe zelosa ou pai, tem um pouco de Griô. Pensando bem, a vida nos deu a possibilidade de termos os nossos Griôs particulares. Por isso, deve doer tanto quando os pais vão embora, pois partem levando consigo e pra sempre, a história mais importante de todas. A história dos seus filhos.

                                           FéePé!

quinta-feira, março 17, 2011

Criatividade?

Ontem fui ler uma revista que falava sobre a criatividade e achei graça do artigo  que me deparei. O texto argumentava diferentes métodos, com excelente embasamento teórico, de como ficar criativo. Comentava sobre lugares e situações que poderiam nos dar ideias geniais na hora de escrever. No final, fui ler quem era a pessoa que escreveu e fiquei impressionado com a sua titulação: Especialista em Criatividade. Pra mim, especialista em criatividade é o Chico Buarque! Por favor! Até quando vamos racionalizar o pensamento? Eu adoro o ambiente acadêmico! Vejo nas universidades a possibilidade de pensarmos  autenticamente. Só que  convenhamos, para sermos criativos não há regras. Evidente que o Chico e outros poetas e músicos maravilhosos cresceram com oportunidades que ultrapassaram os muros das escolas ou universidades.  Pega mal demais escrever academicamente sobre  as possibilidades e os meios para tornar-se criativo ou não. Chega de tentar explicar tudo! Nos dias atuais, não basta escrever uma letra e uma música. O compositor tem que entender a função daquilo que fez, como fez, para que fez e como aquilo poderá se tornar importante para as descobertas criativas do ouvinte, seja ele adulto ou criança. Pessoalmente, não acho interessante a obrigação do entendimento sobre o que está sendo feito. A criação deve ser livre. Acredito que o mais importante seja o direcionamento do conteúdo. Por exemplo, o funk carioca não é para uma criança escutar. Isso não significa que seja ruim para um adulto identificado com o meio. Temos que ampliar a maneira de enxergar a criatividade e não deixá-la presa ou engessada. No ZS achamos importante comentar o processo da criação e da produção. Escolhemos por esta maneira de comunicação , por acharmos relevante valorizar a canção infantil e tudo que a cerca. Nosso compromisso é com a alegria, com a valorização da inteligência da criança. Para nós, a criatividade não é enlatada. Se continuarmos deste jeito, daqui há pouco tempo, as pessoas depois de passarem anos estudando, ganharão de presente um pote mágico  cheio de criatividade. Não faltava mais nada!
                              
                                                      Fé e Pé!


quinta-feira, fevereiro 24, 2011

A Oficina Lúdica ZS para toda família

Assim que o ZS se tornou algo relevante para as crianças dentro das escolas, percebi a responsabilidade de mostrar aos pais como era o meu trabalho com seus filhos. Neste tempo todo de projeto, sempre toquei as canções que eu fiz. Nunca me preocupei em tocar  canções que não fossem minhas. Foi então que, tive a idéia de montar um Oficina Lúdica para os pais brincarem junto com os filhos. Como que os responsáveis pela criança poderiam cantar a "Batata Muito Doida" se nunca escutaram a canção? Demorei algum tempo amadurecendo e pensando uma maneira de colocar em prática esta iniciativa. Li vários livros sobre jogos cooperativos, visitei a brinquedoteca da UFRGS , descobri  a Tânia Fortuna, conversei com brinquedistas , e na Escola Sementinha em Osório RS, tive a possibilidade de  tornar concreto o que eu pensava. Os encontros aconteciam às 17:30. Assim que os pais chegavam para buscar os filhos, ficavam mais uma hora aproximadamente brincando. Foi uma curtição! Abaixo, a descrição da Oficina:

O Lúdico como meio para a sensibilização musical e humanização da relação entre pais e filhos. 

Devido a falta de tempo, muitas crianças passam o dia em escolas infantis ou com profissionais que cuidam delas em suas casas. Resta aos pais e responsáveis um pequeno tempo que fica dividido em alguns casos, entre outros afazeres pessoais . A culpa por este “atarefamento” tamanho, faz com que famílias inteiras cedam aos apelos da grande mídia e felicidades instantâneas ocupem espaços relevantes dentro dos lares . A infância está em crise, os valores estão sendo subvertidos, o que era novo hoje pela manhã, no outro dia a tarde vai ser démodé. A tradição oral, as histórias contadas ao pé da cama e as brincadeiras estão sendo substituídas pelas máquinas. O corporativismo aplicado a infância de maneira exaustiva está fazendo com que a criança cresça e se desenvolva precocemente “ As transformações econômicas ,sociais e culturais da segunda metade do século XX não tiveram impacto somente na vida da população adulta. A construção social da infância também mudou de maneira drástica. Alguns estudiosos apontam para uma crise da infância, baseando seus argumentos em questões como a desfragmentação da família moderna ou o acesso ilimitado de informações sobre o mundo adulto. Um outro fator, é a produção corporativa da cultura infantil e seu impacto na criança” ( STEINBERG,2001)
A criança aprende através da observação do adulto. Pais que gostam de leitura e habitualmente estão lendo para e na frente dos filhos, provavelmente terão filhos interessados em livros. A proposta da Oficina Lúdica Zuando Som, é fazer com que através de encontros semanais de sessenta minutos num ambiente alternativo e com a ajuda de um mediador, os pais ou responsáveis mostrem atenção pelas brincadeiras dos filhos da maneira mais interativa possível. “Observações realizadas através dos jogos das crianças de três a cinco anos, apontam que, majoritariamente na atividade lúdica a criança joga mais que exercita e, quando joga, predomina a imaginação em ação” (Negrine, 1995) Logo, as crianças ao perceberem a alegria dos pais ou responsáveis brincando mostrarão interesse em brincar. Neste sentido,Vigotsky afirma: “Tudo aquilo que a criança pode fazer hoje com a ajuda dos demais, fará amanhã por si mesma. Cabe ainda salientar que jogando a criança aprende, internaliza novos comportamentos, verbaliza, entra em comunicação com os demais e, conseqüentemente se desenvolve.
Deste modo, o lúdico poderá fazer o resgate e a humanização das famílias através das brincadeiras de roda, dos brinquedos reciclados, das canções populares, ou ainda, das histórias que eram contadas pelos nossos avôs, fortalecendo assim, o vínculo familiar. Há muita diversidade e beleza no universo infantil, basta estar disposto a procurar o mágico e o inusitado para encontrar sem demora, aquele sentimento que mesmo sendo bem velhinho, ainda é novo e encanta, humaniza e emociona.


                                             Conhecendo um pouco mais...

1 - Audição de canções infantis inéditas compostas por Rodrigo Prates
2- Elaboração de brinquedos e instrumentos musicais com sucatas
3 - Brincadeiras e rodas cantadas
4 - Resgate de canções, brincadeiras e jogos
5 - Elaboração de desenhos e pinturas
6 - Manuseio de argila e tintas
7 - Cantação de histórias

Brincamos desta maneira durante um bom tempo no ano de 2010. Provavelmente, se os pais mantiverem o interesse, 2011 será mais um ano repleto de brincadeiras. Amanhã vou falar um pouquinho da Oficina Lúdica ZS para os educadores.





                                                 Referências Bibliográficas:

BEYER,Esther Sulzbacher Wondracek. O som e a criatividade: dimensões
da experiências musicais. Editora Santa Maria, 2005.
ORWELL, George. A Revolução dos Bichos. São Paulo: Globo, 2003.
BRITO, Teca Alencar de. Música na Educação Infantil. São Paulo: Petrópolis, 2003.
QUINTANA, Mário. Rua dos Cataventos & Outros Poemas. Porto Alegre: L&PM, 2009
DUSSEL, Inés. A Invenção da Sala de Aula. São Paulo:Moderna, 2003.
SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O Pequeno Príncipe. Rio de Janeiro: Agir,1996
MIDANI, André. Música, Ídolos e Poder: Do Vinil ao Download. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.
GARCIA, Leite Regina(Org.) Revisitando a Pré Escola. São Paulo: Cortez, 1993.
KINCHELOE, Joe L. (Org.) Cultura Infantil: A Construção Corporativa da Infância: Civilização Brasileira, 2001





                                                    Fé e Pé!